{Resenha} O Direito de Ser Canhoto - Manuel Coelho dos Santos


Olá leitores, tudo bem? 

Hoje tem resenha nova e quem me acompanha no instagram (@leitoresesuasmanias), já sabe que eu estive lendo e estudando mais sobre canhotismo nos últimos meses para um trabalho de faculdade. Na busca de documentos sobre o assunto, encontrei este livro, O Direito de ser Canhoto. Fiquei bem curiosa e assim que o livro chegou eu o li no mesmo dia.
   
Acho que nunca comentei por aqui mais sou canhota, cresci com algumas dificuldades para utilizar talheres, escrever, usar abridores de latas entre outros objetos que até hoje me causam dores de cabeça algumas vezes. E agora que me encontro no 6° período da faculdade no curso de Pedagogia, eu quis procurar saber como anda a situação da nova geração de canhotos. Será que mudou alguma coisa ou continua a mesma?, será que a dificuldade aumentou ou só piorou? Ou será que com o passar dos anos os canhotos se adaptaram ao mundo projetado para os destros? - por isso meu amor pelo assunto.
   
Este livro responde inúmeras perguntas relacionadas a estas que eu propus, mas também aborda sobre o contexto histórico, curiosidades e materiais adaptados para pessoas canhotas... Você sabia da existência desses materiais? Deixe seu comentário para podermos conversar sobre.

Classificação: ✯✯✯✯ (4/5)
Sinopse: “Surgindo da experiência pessoal do autor, pai de um canhoto, esta obra pretende dar um contributo não só a pais e professores, como também ao público em geral, alertando para as necessidades diárias dos canhotos.Com uma apresentação inovadora, este livro poderá ser lido e consultado da direita para a esquerda e da esquerda para a direita.”
Ano: 2001 / Páginas: 77 / Editora: Quarteto 





Com um tema de pouca divulgação, o autor procurou esclarecer todas as dúvidas acerca do mundo dos canhotos, que passava despercebido, até que ele se tornou pai de um filho canhoto.

Santos (2001) buscou durante 11 anos, esclarecer as dificuldades cotidianas da vida de uma pessoa canhota e, tentou descobrir, o porquê da falta de preocupação e análise quanto a esse assunto. Sua análise se voltou para a reflexão sobre a formação e a educação desse canhoto, mostrando sua relevância e em como deve ser prioridade da escola e da família auxiliar essa criança durante todo seu percurso na unidade escolar.

Aborda também, a aquisição de saberes adquiridos quando o aluno possui instrumentos que o auxiliam e facilitam seu aprendizado. O autor nos adverte aos materiais adaptados para alunos com canhotismo, sua importância, onde encontrá-los e como aproveitá-los em sala de aula. Comparando a diferença no processo de aprendizagem de quando o aluno obtém o suporte necessário e quando não o tem, levando o leitor de seu livro a refletir sobre favorecer a todos em sala de aula independente de sua lateralidade.

Este livro será de extrema importância para canhotos se identificarem e principalmente para os destros entenderem como é difícil lidar com certos objetos e mobiliários, como até mesmo na hora de assinar um simples documento é preciso girá-lo de ponta cabeça para que se possa escrever com precisão. Para expor e problematizar as dificuldades na utilização de tesouras, carteiras, cadeiras com apoio de braço para o lado direito e cadernos espirais que, neste livro, são tratados como graves problemas para o desenvolvimento do aluno se usados da maneira errada. E a observação sobre a maneira que o canhotismo tem sido tratado dentro das escolas e no contexto familiar.




Por fim, gostaria de conhecer a sua opinião. Deixe seu comentário ou dúvidas sobre o livro, sobre o que você achou e se concorda ou não comigo! A participação de cada um de vocês é muito importante e muito bem-vinda aqui!

Além disso, compartilhe com todos os seus amigos leitores, e vamos crescer nossa roda de leitura virtual aqui neste espaço criado especialmente para você. 

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[ESPECIAL] O Garoto do Cachecol Vermelho - Ana Beatriz Brandão


Olá leitores do LSM, quanto tempo!
Sumi por uns meses, dei uma pausa nas leituras por conta da faculdade, mas meu amor por esse cantinho está mais vivo do que nunca. 


E falando em amor, quem aqui não está careca de saber que faço parte (e é uma grande honra) dos parceiros da autora Ana Beatriz Brandão que, há quatro anos, vem nos presenteando com suas obras e sorrisos. Me sinto tremendamente feliz por tê-la conhecido lá no comecinho de todo o sucesso que aguardava por ela, e é com esse sentimento de gratidão e amor, que decidi que essa autora é merecedora de tudo o que vem recebendo de seus leitores. E 2 anos após o lançamento do seu primeiro livro de romance, intitulado O Garoto do Cachecol Vermelho, Ana Beatriz Brandão continua inspirando corações e transformando a vida dos seus leitores através de suas palavras.

Hoje estamos comemorando DOIS  anos (parece que foi ontem) do lançamento do livro O Garoto do Cachecol Vermelho, e como parceira e amiga dessa pessoa incrível que é a Ana Beatriz, não poderia deixar essa data tão importante passar em branco, sem ao menos falar o quanto essa autora é BABADO!

Com tantos fãs espalhados pelo Brasil, um pequeno grupo de blogueiros e leitores se reuniram em um projeto chamado #2anosGarotodocachecolvermelho criado pelo Instagram @leiturafrenetica com o intuito de preparar uma surpresa com fotos, depoimentos e vídeos falando sobre como a leitura do mesmo mudou para melhor e acrescentou valores importantíssimos na vida de cada um. Tudo isso como uma forma de agradecimento por todo carinho e atenção que a autora trata seus parceiros e leitores que vem conquistando ao longo do tempo em que se revelou como escritora. 


  Então Ana, esse post é todinho seu. Cada ponto, cada vírgula, cada minuto que passei pensando no que ia escrever. Obrigada. Pelo seu carinho e por toda atenção que você deu ao meu blog há quatro anos atrás me selecionando com sua parceira. Agradeço pois ganhei muito com isso: uma amiga, uma escritora íntima e um ser humano incrível para acompanhar e me inspirar.
  Depois de tanto tempo e todos esses livros publicados, você decidiu se aventurar nos romances e nos surpreendeu com a forma bela e impactante com que você trabalhou para contar a história da Mel e do Daniel. Eles coloriram sua vida e você decidiu compartilhar isso e transformou seus leitores de telas em branco para quadros de aquarela. Obrigada por nos colorir, por nos trazer cores aonde só havia preto e branco. De novo, obrigada.
  Todos nós somos um pouco Melissa e, com uma leitura tão simples, você foi moldando não só seus personagens, como nós, seus leitores. Esculpindo emoções em cada coração que se permitiu ser inundado por suas mensagens calorosas.
  Obrigada por ser tão acessível, tão presente quando mais precisamos, tenho certeza que todo sucesso que vem te acompanhando não é nada se comparado ao que você realmente merece. Aproveite esse dia, tente não chorar tanto com o projeto de hoje e continuamos aqui, blogueiros, leitores e amigos, torcendo muito por você. 


 Um livro tão poético, ao ponto de cicatrizar feridas daqueles que o leem! Eu já sabia que um livro de Ana Beatriz Brandão não seria qualquer livro, mas este, sem dúvida, é o melhor da nossa “sádica favorita”.

  Com essa leitura você aprende a se colocar no lugar das pessoas que precisam de apoio e atenção, vê o lado do seu próximo, sente mais vontade de estar perto e entendê-los. Devemos sempre estar em alerta caso um amigo ou parente precise de ajuda, não importa o dia ou a hora.

  Vamos ver o mundo com mais cores. Vamos distribuir perdão. Vamos amar verdadeiramente. Vamos agradecer por tudo. E se agora, nesse instante, fosse seu último minuto de vida?


"Mas tem uma coisa que você não pode negar de jeito nenhum, porque já foi provada e comprovada - e a prova se repete todo dia, mas nós cometemos o grande erro de esquecer: O céu não é só azul. E as pessoas não são só o que parecem ser."

  Um acordo feito não só para mudar a Melissa, mas um acordo para mudar eu e você!


by: Juliana Avelino

{Resenha} Outros Jeitos de Usar a Boca - Rupi Kaur


Olá queridos leitores, tudo bom? Como andam as leituras de vocês? Leram muito até o momento? Porque eu, nem tanto (como sempre). Estou na minha primeira leitura do mês de Abril ainda e parece que não vou terminar essa semana pelo tanto de matéria que ainda tenho para estudar para as provas da faculdade. Pretendo me adiantar e conseguir ler cinco pelo menos neste mês (Deus me ajude!). Amo TBR mas quem disse que consigo cumpri-lá? Espero não estar sozinha nessa 😂

Acredito que muitos de vocês já tenham ouvido falar e adicionado esse livro na lista de desejados, e eu estou aqui para dizer com todas as letras: L-E-I-A-M!. Principalmente para as mulheres. Leiam, sintam, vivam, desfrutem, se encantem. Um livro extremamente cativante e de uma beleza exuberante. Sem contar essa capa, né gente? Eu não via a hora de poder tirar essa foto... Tenho certeza vocês também irão querer. 

Agora, pare o que você está fazendo e vem conferir tudo desse livro maravilhoso da Rupi Kaur!

Editora: Planeta Brasil
Páginas: 208
Classificação: ✯✯✯✯ (4/5)
Sinopse: 'outros jeitos de usar a boca' é um livro de poemas sobre a sobrevivência. Sobre a experiência de violência, o abuso, o amor, a perda e a feminilidade. O volume é dividido em quatro partes, e cada uma delas serve a um propósito diferente. Lida com um tipo diferente de dor. Cura uma mágoa diferente. Outros jeitos de usar a boca transporta o leitor por uma jornada pelos momentos mais amargos da vida e encontra uma maneira de tirar delicadeza deles. Publicado inicialmente de forma independente por Rupi Kaur, poeta, artista plástica e performer canadense nascida na Índia – e que também assina as ilustrações presentes neste volume –, o livro se tornou o maior fenômeno do gênero nos últimos anos nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos.
Gênero: Literatura Estrangeira / Poemas, poesias

***

   Minha segunda leitura foi um daqueles livros que apenas sentimos tudo e não conseguimos dizer mais nada. Ele foi meu presente de aniversário e, a cada página era uma dor, uma ferida aberta, uma cicatriz, um hematoma e uma cura diferente. Rupi consegue mexer com seus sentimentos mais ocultos e que por mais que você pense que se esqueceu, ela lhe traz á memória aquilo que um dia te destruiu, e hoje, te tornou a pessoa forte que você é.
   
   Há muito tempo, não leio um livro desse patamar. Um livro que já te lê apenas pelo título e te envolve com sua poesia e abraça com sua compreensão. Pois Rupi transmite o seu abraço com suas palavras. Ela abraça o leitor a cada virada de páginas, proporcionando-o o sentimento de tê-la como uma amiga íntima na adolescência e que escreveu sobre sua vida. 

   Rupi construiu sua obra em quatro partes: A Dor, O Amor, A Ruptura e A Cura. E em todas, podemos perceber o medo e toda dor trilhando seu caminho de cura e libertação. De forma simples e ao mesmo tempo brutal, são abordados temas difíceis de serem digeridos e, de certa forma, pouco falados entre conhecidos, o que faz do livro, seu companheiro mais íntimo, onde você encontra seus segredos, desejos e sonhos, assim, totalmente expostos em sua frente de forma que você não imagina.

  Em  'A Dor', primeira parte do livro, somos apresentados para os sentimentos mais sujos, humilhantes. Do abuso sexual á famílias desestruturadas, do abandono ao medo. Acredito que seja a parte mais difícil de se ler/engolir por expressar tais assuntos tão direto, vomitando as palavras.

  Já em 'O Amor' e 'A Ruptura', tratam tanto do início quanto do final de um relacionamento. Falam do amor, do ciúme, da dor, da perda, da saudade, da tristeza, do choro. Chegando ao ponto que seja necessário se permitir 'A Cura', última parte do livro e a mais bela. O empoderamento aqui é exposto, é lido, é lindo. 

   Outros Jeitos de Usar a Boca é um leitura prazerosa que nos coloca frente a frente ás dificuldades enfrentadas pelas mulheres do século XXI, refletindo nas ilustrações toda a sensibilidade que tornam a leitura completamente significativa.
   
Esse livro se tornou minha releitura obrigatória durante toda a minha vida, e a partir de agora, não posso deixar de ler nada dessa autora. Tenho certeza que ao lerem, vocês também pensaram assim.




Por fim, gostaria de conhecer a opinião de vocês. Deixem seus comentários ou dúvidas sobre o livro, sobre o que vocês acharam e se concordam ou não comigo! A participação de cada um de vocês é muito importante e muito bem-vinda!

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